Julho 2011 - A diretora executiva da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS), Clarissa Lins, participou do 2º Encontro Em Boa Companhia, promovido pela BM&FBOVESPA. Este encontro, contando com o apoio do Serviço Nacional da Indústria - SESI, buscou explorar o estágio em que se encontra a agenda de sustentabilidade em empresas de porte médio e pequeno.
Em sua apresentação, Clarissa abordou o guia "Novo Valor - Sustentabilidade nas Empresas: como começar, quem envolver, o que priorizar", publicado recentemente pela Bolsa, além de destacar diversas iniciativas e práticas de sustentabilidade encontradas em pequenas e médias empresas.
"É importante desmistificar a questão da sustentabilidade e mostrar que ela já existe na realidade de pequenas e médias empresas brasileiras". Em sua apresentação, Clarissa comentou os "13 passos rumo à sustentabilidade", sugeridos no Guia, que vão desde o envolvimento da alta administração da empresa, a descoberta do que precisa ser mudado, o engajamento de parceiros e público interno, o monitoramento e o relato das conquistas da empresa.
O evento contou, ainda, com uma mesa redonda de quatro empresas que já adotam práticas de sustentabilidade em seus negócios. Vale destacar que tais empresas atuam em diferentes ramos de negócios, além de se situarem em diferentes estados da federação.
Guia Novo Valor
Recém-lançado pela Bolsa, o "Novo Valor - Sustentabilidade nas Empresas: como começar, quem envolver, o que priorizar" é uma espécie de guia de sustentabilidade sob o ponto de vista do mercado de capitais. O conteúdo técnico do livro é assinado pela Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS) e tem prefácio de James Gifford, diretor executivo do PRI (Princípios para o Investimento Responsável, na sigla em inglês). O guia foi distribuído aos participantes do encontro e também está disponível para download.
Fonte: FBDS - Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (Disponível em: http://fbds.org.br/fbds/article.php3?id_article=972)
Comentário:
A reportagem em questão demonstra a aplicabilidade das idéias expostas no textos “Ecologia, Capital e Cultura” de Enrique Leff, quando o autor expõe a problemática de se importar tecnologias ou modelos de exploração de recursos que não levam em consideração as necessidades sociais e produtividade sustentável do ambiente em que elas serão aplicadas.
Muito mais que oferecer um guia de sustentabilidade, o evento demonstra responsabilidade social ao utilizar ferramentas como: mesa redonda, (com quatro empresas que já adotam práticas de sustentabilidade) e monitoramento das empresas engajadas no projeto, pois demonstra que aplicar conceitos de sustentabilidade é algo tangível, que leva em consideração a realidade da empresa, suas necessidades, pontos fracos, pontos fortes e desafios a serem enfrentados.
A crise ambiental não só se manifesta na destruição do meio físico e biológico, mas também na degradação da qualidade de vida, tanto no âmbito rural como no urbano. É importante desmitificar a questão da sustentabilidade pois ela é necessária para que não se dilua as perspectivas de construção de um futuro sustentável, onde a inovação e tecnologia atuem como mecanismos mediadores entre a sociedade e a natureza na transformações de materiais e destribuição de desperdícios do sistema produtivo.
Cabe a cada empresa a capacidade de saber utilizar o guia (no caso específico da reportagem) e outros conhecimentos da área (além do evento) dentro da realidade da organização de forma alinhada com suas estratégias e competências agregando valor ao negócio, que gerem ganhos para a própria empresa e para sociedade em que está inserida.
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