quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Energia renovável terá destaque na Rio+20

(Extraído de http://info.abril.com.br/noticias/tecnologias-verdes/energia-renovavel-tera-destaque-na-rio20-19082011-1.shl e http://www.brasil.gov.br/noticias/arquivos/2011/08/18/rio-20-debatera-solucoes-para-uma-vida-melhor-no-mundo-diz-coordenador, respectivamente)


São Paulo - O debate sobre a redução de custos das fontes de energia renovável terá destaque na Rio+20, conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) para o desenvolvimento sustentável que será realizada no Brasil em junho de 2012.

Segundo o coordenador-executivo do evento Brice Lalonde, a produção de equipamentos mais baratos, como células de captação solar, devem ter mais importância que as negociações referentes a cortes na emissão de gases responsáveis pelo efeito estufa.

"Acredito que vamos nos concentrar não na redução das emissões, mas no aumento das fontes de energia renovável", avaliou Lalonde em visita ao Brasil. "São duas maneiras de atingir o mesmo resultado, mas com um foco mais otimista". Os organizadores da cúpula dizem acreditar que a transferência de tecnologia e investimentos internacionais pode facilitar a difusão de energias limpas alternativas, permitindo que sejam adotadas por um número maior de países.

"Precisamos de uma grande coalizão para reduzir o preço da energia renovável", afirmou o coordenador-executivo da conferência. "A maior parte das pessoas acredita que a energia solar apresenta a maior promessa de redução de custos, mas apenas se tivermos incentivos para a criação de um mercado forte".

Lalonde teme que os efeitos da crise econômica provocada pelo aumento da dívida americana podem frear investimentos e a cooperação internacional no setor energético. Por isso, diz, a Rio+20 deve ser um espaço importante de solidariedade e negociação intergovernamental. "Quando você tem um incêndio, deve acabar com o fogo imediatamente, mas também deve se preparar para reconstruir sua casa, suas instituições e sua infraestrutura", disse.

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Rio+20 debaterá soluções para uma vida melhor no mundo, diz coordenador


18/08/2011 17:14 - Portal Brasil

O coordenador executivo da Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Brice Lalonde, disse nesta quinta-feira (18) que o evento marcado para junho de 2012 não será um espaço para lamentar a situação do mundo, mas para trazer soluções para uma vida melhor.

Segundo Lalonde, a Rio +20 será a conferência da população jovem e dos países de economia emergente, onde o Brasil terá um papel de destaque.

“A situação das diferentes nações não é a mesma de 20 anos atrás [quando ocorreu a Rio-92]. Existem novos centros de poder, um novo mundo, novos atores e o Brasil é um dos atores desses novos centros. Precisamos da liderança brasileira especialmente porque podemos ver o sucesso brasileiro em diferentes áreas como economia, solidariedade social e, espero, em proteção do ambiente”, observou.

Os temas principais do encontro serão a fome, o crescimento da população mundial e a situação de mais de 1 bilhão de pessoas que vivem, hoje, à margem da miséria no mundo. O coordenador também destacou o debate sobre o uso da energia no planeta. Segundo ele, a produção de petróleo já chegou ao limite e é o momento de investir em energias renováveis. “Para que isso seja possível, é preciso investimento por parte dos países para que o custo dessa energia renovável seja reduzido.”

Lalonde lembrou também que a responsabilidade sobre o planeta não pode ser apenas do governo. “Empresários e sociedade civil precisam estar comprometidos”, disse Lalonde. Diante do novo cenário do planeta, ele defendeu uma Organização das Nações Unidas moderna, atuando em três pilares: “paz, pessoas e planeta”.

Lalonde está em visita oficial ao Brasil até o próximo dia 23. Nesse período, ele vai se encontrar com representantes de governo e da sociedade civil brasileira para tratar dos preparativos para a conferência.




Comentário:

As mudanças globais ocorridas nas últimas décadas vêm alterando o papel do Brasil em relação às políticas sócio-ambientais. O Brasil assume, cada vez mais, um papel de importância no contexto mundial em que há novos centros de poder. Passa, portanto, da atuação simbólica (devido ao fato de da Amazônia estar localizada em terras brasileiras, por exemplo) para um papel emergente, em virtude principalmente do novo contexto econômico do nosso país.

O Novo Ambientalismo (Bursztyn, 2004) demonstra a necessidade de se preocupar com a biodiversidade não de forma isolada, mas sim inserida no contexto de melhoria da qualidade de vida do homem. Esse fato é exemplificado pelos temas da Rio+20, que são mais relacionados ao aspecto social do que ao ambiental. Entre esses temas destacam-se: fome, crescimento populacional e miséria.

Para Kuhn (1990), a crise de conceitos relativos a determinados fatos ou fenômenos resulta em mudanças de paradigmas nas ciências de modo geral. Isso reforça a idéia da necessidade da busca de novas fontes de energia, pois o homem percebe ao longo do tempo que os recursos que antes eram considerados ilimitados podem um dia acabar e que não se pode produzir de forma inconseqüente, pois é necessário um equilíbrio entre oferta e demanda.

Assim, o foco deixa de ser apenas o meio-ambiente, tanto para a Rio +20 quanto para as empresas envolvidas na questão da sustentabilidade. O novo lema inclui temas sociais como paz, miséria e fome. Espera-se, portanto, que na Rio +20 haja efetiva participação do mundo empresarial e também de ONGs, além dos governos propriamente ditos, de forma similar ou superior à Rio 92.

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