segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Mudanças Climáticas



Entre os países desenvolvidos fora do G-8, Holanda, Espanha e Noruega se destacam em iniciativas de combate às mudanças climáticas.
O investimento em energia eólica da Espanha coloca o país como segundo produtor mundial, perdendo apenas para a Alemanha. Em comunicados à imprensa, o governo espanhol afirma que pretende continuar aumentando sua infra-estrutura até 2012. Fontes do Ministério do Meio Ambiente disseram à reportagem da agência de notícias Inter Press Service (IPS), publicada em 04/04/2008, que as energias renováveis criaram 180 mil postos de trabalho na Espanha e, destes, 96 mil foram no setor eólico. Além disso, há melhoria da infra-estrutura de transportes públicos e construção de veículos menos poluentes.
Já a Holanda, faz grandes investimentos em ações de adaptação. O país já tem um dos mais ambiciosos sistemas de proteção contra inundações do planeta. Além disso, desenvolveu a criação hidrometrópoles, cidades intreiras construídas sobre a água, como forma de lidar com os impactos das mudanças climáticas.

Redução de 100%
Na Noruega, o terceiro país menos vulnerável a mudanças climáticas, de acordo com um rankingpreparado pela consultoria de risco britânica Maplecroft, comprometeu-se a cumprir metas climáticas ambiciosas durante os próximos anos. O governo prometeu reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa num montante equivalente a 100% das emissões próprias antes de 2050, com base no índice de 1990. Até 2020, o compromisso é por uma redução global equivalente a 30%. Além disso, a Noruega quer ultrapassar em 10% as suas metas relativas ao Protocolo de Quioto.
Em 2007, em reportagem da Associated Press, o primeiro-ministro da Noruega, Jens Stoltenberg, afirmou que a redução a zero das emissões de GEE seria obtida com o uso de tecnologias mais limpas em casas, com a compra de créditos de carbono no exterior e ajudando os países em desenvolvimento a construir fontes de energia limpa, como a solar e a eólica.

Fonte: ANDI (Disponível em : http://www.mudancasclimaticas.andi.org.br/node/210)

Comentário:

Como afirma o texto de Sachs, os países desenvolvidos e do sul deve ter estratégias diferentes para combater as mudanças climáticas e serem mais ambientalmente responsáveis.  Os países desenvolvidos, conforme a notícia, estão mais preocupados em criar soluções coletivas como produção de energia renováveis e diminuição da dependência de combustíveis de origens fósseis. Porém, não há grande preocupação em desenvolver hábitos mais ambientalmente corretos na população no sentido de diminuir a sua pegada ecológica, o que causaria grandes impactos positivos de acordo com o texto.

Considerando que essas práticas de sustentabilidade tendem a surgir nos países desenvolvidos, elas já são adaptadas a eles, como é o caso da energia eólica na Espanha e na Alemanha. O curioso é que essa mesma prática pode ser trazida a países em desenvolvimento sem grandes adaptações, como é o caso do Brasil. A energia eólica já é bastante utilizada em alguns estados do nordeste do país, é um caso raro de prática trazida de fora que deu certo no Brasil.
Outro dado interessante dessa notícia é que uma atividade ambientalmente responsável está sendo utilizada para gerar grande número de empregos, movimentar a economia e ajudar os países da Europa saírem da crise em que se encontram. Abre-se uma esperança de que esse tipo de atividade seja vista como a grande solução para os novos paradigmas econômicos que surgem.

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